Manifesto


Para entender o que quero propor com esse manifesto, sugiro um exercício rápido e que você pode fazer onde quer que esteja, inclusive pode fazer agora mesmo….

- Feche os olhos e deixe vir a mente sua primeira memória com seu noivo/noiva (não exatamente o dia que se conheceram, mas sua primeira memória), tente se lembrar do som, do cheiro, das cores de sua roupa, daquele lugar incrível que estavam ou daquele momento tão íntimo e valoroso que estavam vivendo.
Faça isso por alguns segundos….


Essa memória, talvez até um pouco bagunçada e talvez construída por “relances” são a essência desse manifesto.
Essas memórias representam entender e respeitar o que “amor” e “casamento” significam para vocês, e nesse ponto, cada casal tem sua própria resposta.
Tenho certeza que se fosse possível traduzir esses lapsos de memórias em palavras, provavelmente teríamos os

votos mais incríveis já pronunciados por qualquer casal.
Nossas memórias trazem consigo toda a intensidade do que vivemos, e podem nos transportar novamente para aquele “espaço tempo” onde nenhuma palavra é necessária…

O que proponho através desse manifesto é a busca por criar imagens capazes de fazer essa conexão na vida das pessoas. Imagens que sejam capazes de levar cada casal inserido naquela história até aquele momento, com vida e conexão. Nesses anos em que venho fotografando casais venho fazendo uma mesma pergunta;

“Se pudessem descrever meu trabalho em até 3 palavras, quais seriam?”; e as respostas mais recorrentes são: sensível, intenso, expressivo, aconchegante, atemporal, natural.
Se é isso que buscam para seus registros de casamento e de vida, temos o mesmo interesse e acredito que juntos podemos construir imagens realmente expressivas e verdadeiras.


Caio Peres

Tenho pensado sobre o papel da fotografia em nossa vida, hoje tão digital e efêmera. Quase como se “passado” e “futuro” estivessem engolindo o “presente” como um buraco negro, que suga tudo para dentro si.
Fotografia tem se confundido com “posts”.
Amor tem se confundido com “like”.
E nossas memórias, estão ficando apenas nas “nuvens”… não estou dizendo que devemos ser avessos ao que é digital e repelir a tecnologia que pode nos ajudar.. não mesmo, eu sou apaixonado por tecnologia… só estou dizendo que, existe algo a mais; tenho buscado traduzir o “presente” das pessoas em imagens, que poderão servir para nos levar a lugares e momentos que foram importantes à nós.
Por mais tecnológico e “fast-food” que as coisas estejam, precisamos dedicar nosso tempo para aquilo que apreciamos, e consequentemente isso construirá em nós boas memórias e, essas, podem ser replicadas para que possamos voltar no tempo e sempre nos entregar novamente aqueles sentidos que marcaram aquele momento.

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